
A presidente da Câmara de Caminha, Júlia Paula Costa, exigiu uma intervenção "urgente" de desassoreamento da barra do concelho, para garantir melhores condições de segurança aos pescadores do rio Minho.
"Com o atual assoreamento, os pescadores praticamente saem diretamente para o mar. A barra, aquela transição do rio para o mar, praticamente não existe", referiu a autarca.
Para Júlia Paula, esta situação contribui, sobremaneira, para a insegurança na faina e para acidentes como o registado na última quarta feira, em que uma traineira naufragou com cinco pescadores a bordo, um dos quais morreu e dois estão desaparecidos.
"Aquela barra tem problemas gravíssimos. A barra é mãe [para os pescadores] porque dá o pão, mas também é madrasta porque tira, muitas vezes, a vida", acrescentou.